sábado, 5 de janeiro de 2019

Uma noite inesquecível






Vários bancos espalhados pela praça. Em um deles, estava eu sentado, ouvindo música com meus fones Super-Max.
 Eu estava planejando ficar a madrugada inteira ali, só ouvindo as minhas músicas tristes e balançando os pés. Eu já tinha 18 anos, então podia fazer isso sem me preocupar muito.
 A minha playlist começou a tocar Uncover, da Zara Larsson. Mergulhei fundo naquela música. Tão fundo que nem prestei atenção ao que ocorria em volta da praça.
 Fui "colocado em meu lugar" quando uma mão pousou sobre o meu ombro. Olhei pra trás e me deparei com um cara de pé me olhando. Ele era muito gato. Usava uma camiseta laranja e uma bermuda jeans muito bonita. Ele parecia ter uns 21 anos, no máximo. Tinha um ralo cavanhaque que o deixava bem másculo. Ele sentou-se ao meu lado no banco e perguntou:
 - O que você está fazendo aqui, no meio do nada?
 - Eu? - me fiz de desentendido.
 - Sim, você.
 - Só estou ouvindo música.
 - Ah, tô ligado. Então você gosta de ficar sozinho ouvindo música, né?
 - Sim.
 - Não poderia ser num horário melhor? Agora são 2 da madrugada!
 - O quê?? - liguei meu celular e vi as horas. Eram mesmo 2 horas. Fiquei alarmado com isso, pois o tempo havia passado rápido demais. Eu havia chegado ali na praça lá pelas 11 da noite. Não tinha parecido que já havia se passado 3 horas desde que cheguei.
 O cara levantou-se, tirou alguma coisa do bolso e a colocou na boca. Só quando ele se virou pude ver claramente o que era: um cigarro. Ele acendeu o cigarro e começou a soprar fumaça para o alto. A fumaça subia e subia e quando chegava lá no alto, se desfazia como gelo seco.
 - Aceita? - disse ele, oferecendo-me a caixa de cigarros.
 - Não, obrigado. Eu não fumo.
 O cara guardou a caixa de volta no bolso e continuou a soprar fumaça.
 Ficamos em silêncio por um longo tempo, até o cara terminar de fumar seu cigarro. Ele, então, me fala:
 - Meu nome é Diego. Qual é o seu?
 Eu não ouvi direito, mesmo com a música no volume baixo. Tirei o fone e pedi pra que ele repetisse. Ele repetiu e eu respondi:
 - Bruno. Meu nome é Bruno.
 - Bonito nome - ele falou.
 - Obrigado - respondi.
 Diego, então, chega mais perto de mim, colando nossas coxas, e tira um dos fones do meu ouvindo, colocando no ouvido dele.
 - O que está escutando? - ele perguntou.
 - Agora é Whispers In The Dark, da banda Skillet.
 - Gostei. Você tem mais músicas dessa banda?
 - Tenho.
 Ligo o celular de novo e mudo para outra música. Desta vez, é Stars.
 - Wow, muito maneiro - Diego diz, balançando a cabeça ao ritmo da música.
 Ficamos assim, colados um ao outro, até a música acabar.
 Diego se afastou, ajeitou o cabelo e tirou o maço de cigarros do bolso. Acendeu mais um cigarro e começou a fumar.
 Eu voltei a ouvir minhas músicas, disfarçando o que estava sentindo naquele momento. E quando eu digo "disfarçando", significa que eu estava lutando contra meus extintos para não fazer alguma loucura com o Diego. Eu estava perdidamente apaixonado por ele.
 Vez ou outra eu olhava pro lado, e via Diego olhando pro céu  e soltando fumaça pela boca. E via aqueles lábios carnudos dele e ia ficando cada vez mais apaixonado. E via aquele cabelo liso dele caindo em cima dos olhos, deixando-o sensual, e me segurava pra não fazer besteira.
 Diego terminou de fumar seu segundo cigarro e olhou pra mim. Nisso, fui pego no flagra olhando pra ele de um jeito inusitado, apaixonado.
 Diego não disse nada. Na verdade, apenas perguntou:
 - Quer ir à algum lugar? Te levo lá em segurança.
 - Não, obrigado - respondi, um pouco vermelho por ter sido pego no flagra.
 - Tá bom - ele disse, e ficou olhando pra frente. Mal sabia ele que eu, na verdade, queria muito ir a um lugar. Um lugar onde nós pudéssemos ter mais intimidade. Um lugar onde loucuras pudessem acontecer.
 Ficamos em silêncio de novo por um tempo. Durante esse tempo, eu só pensava no quanto Diego era bonito, no quanto ele chamava a minha atenção. E como eu não era de ferro nem nada, não suportei a pressão. Acabei dizendo:
 - Quero beijar você.
 - O que disse? - Diego pergunta, parecendo realmente não ter entendido.
 - Eu disse que quero beijar você.
 - Você quer o quê?
 - Tu é surdo, cara?
 - Desculpe, é que realmente não entendi o que você disse.
 - EU... QUERO... TE BEIJAR!
 - Você quer me beijar?
 - Não vou dizer novo.
 Diego, para me surpreender, dá uma risada. Ele não parece surpreso. Ao contrário - ele está radiante. Parece que já ouviu essa frase milhares de vezes.
 - Tá - ele diz, e pega meu pescoço, empurrando minha cabeça contra a sua e colando nossos lábios. Ele começa a me beijar, primeiro lenta e carinhosamente, depois com uma rapidez e uma loucura que até me assustou.
 Ficamos nos beijando por uns dois minutos e então finalmente terminamos nossa loucura. Voltamos às nossas posições no banco - Diego olhando pra frente e eu com o rosto virado pro lado, corando.
 Acho que nunca fui beijado como Diego beijou. Depois daquele beijo, Diego passou-me seu número de telefone e pediu pra que eu o ligasse no dia seguinte. Nos despedimos e fomos cada um pra sua casa.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

DIÁRIO DE ALGUNS DIAS - Part 1

29/11/2018


Galera, hoje eu acordei muito mal. Quando me olhei no espelho, fui surpreendido com duas manchas roxas em volta dos meus olhos. E havia também algumas pintas ao redor do meu pescoço.
 Com medo de isso ser alguma coisa grave, marquei uma consulta com um médico. Na hora de ir, me vesti bem casualmente - camisa pólo laranja, bermuda jeans e tênis pretos da adidas.
 Fui ao médico de carro. Chegando lá, estacionei debaixo de uma árvore, saí do carro e caminhei até a recepção.
 - Bom dia! - falei à mocinha atendente.
 - Bom dia - ela respondeu - Em quê posso ajudar?
 - Marquei uma consulta para agorinha mesmo. Queria saber se está tudo certo.
 - Ok, só um minuto que irei verificar.
 A moça mexeu um pouco no computador e então disse:
 - Está tudo certo. Pode aguardar ali no banco que seu médico logo logo o chamará.
 - Obrigado - agradeci e me sentei.
 Aguardei acho uns dez minutos, então um cara saiu de uma salinha e chamou:
 - Bruno Rodrigues!
 - Sou eu - falei.
 - É sua vez. Me acompanhe, por favor.
 Nessa hora, minha barriga gelou. Eu estava com muito medo de eu estar com alguma coisa ruim.
 Me levantei e acompanhei o médico até a salinha. Entrei e o médico me pediu pra me sentar. Sentei e minha barriga gelou novamente.
 - O que te traz aqui, Sr. Bruno? - perguntou o médico sentando-se e cruzando as mãos uma na outra.
 - Como você pode ver - mostrei meu pescoço e apontei para as manchas dos meus olhos - Isso apareceu hoje de manhã. Não sei o que é, e tô com muito medo de ser alguma coisa grave.
 - Hmm.. Vejamos.
 Na sala, havia uma maca. O médico pediu para que eu me deitasse nela que ele ia analisar o meu caso. Me deitar foi uma tarefa difícil, porque minha barriga não parava de gelar e eu estava um pouco ofegante.
 Quando finalmente consegui me deitar na maca, o médico veio com alguns aparelhos na mão e os colocou numa bancada em frente a ele.
 - Fique tranquilo, sr. Bruno - disse ele, provavelmente percebendo minha ansiedade - Só vou analisar, não vou cortar nem nada.
 - Tabom.
 O médico pegou um aparelhinho. Esse aparelhinho parecia um estetoscópio, só que menor e com bordas mais arredondadas. Ele colocou o aparelhinho em cima das pintas do meu pescoço e fez alguns movimentos, tipo massageando o local. Depois colocou delicadamente por volta dos meus olhos e fez a mesma coisa. Ficou olhando para meu rosto por um tempo sem fazer nada, e então, colocando o aparelhinho de volta na bancada, olhou pra mim e pediu:
 - Pode se levantar.
 Me levantei e fui para a cadeira.
 Vocês podem imaginar como estava meu coração naquele ponto, né?
 Depois daqueles exames no meu pescoço e ao redor dos meus olhos, o médico fez um suspense danado, e acho que se eu não tivesse com aquelas coisas no meu pescoço, eu teria o esgoelado até morrer.
O médico finalmente olhou pra mim e disse:
 - Você tem uma doença.
 O quê?? Como assim?? Uma doença?? Então quer dizer que eu tenho uma doença e daqui a um, dois ou três anos eu vou morrer?? Meu, Deus, não pode ser!!
 Começo a arfar violentamente na frente do médico. Ele estica o braço e toca meu ombro sob a mesa:
 - Acalme-se, sr. Bruno.
 - Como você quer que eu fique calmo? - falei arfando - Você me diz que eu tenho uma doença e quer que eu fique calmo??
 - Sua doença não é motivo pra você ficar assim.
 - O que.. O que você quer dizer?
 - Quero dizer que a doença que você tem não é grave. É apenas uma doença que surge em alguns casos específicos.
 - Que doença é essa?
 O médico cruzou de novo as mãos e respondeu:
 - O nome é Apalatite. É uma doença degenerativa. Isso quer dizer que ela tem cura. Então, acalme-se.
 Fui me acalmando aos poucos. O médico se levantou e buscou um copo de água para mim. Bebi, e quando o médico viu que eu estava mais calmo, continuou:
 - O tratamento é muito simples. Basta você passar uma pomada que vou te medicar e não tomar sol. As manchas desaparecerão rapidinho.
 - Mas como eu adquiri essa doença?? - perguntei.
 - Normalmente essa doença se pega por vias aéreas. Isso quer dizer que você respirou alguma coisa tóxica e adquiriu a doença.
 - Entendo.
 - Vou passar os medicamentos para você.
 O médico fez uma receita pra mim e a me entregou.
 - Use o medicamento certinho e você logo logo estará bom.
 - Obrigado, doutor - me levantei e caminhei até a porta. Abri-a, e dando uma última olhada para o consultório, saí.

Epílogo
 Provavelmente vocês querem saber o que aconteceu depois disso, né? Bom.. eu usei os medicamentos e, acreditem: minha doença se curou mais rápido do que eu pensei. Depois de uns quinze dias, a doença se dissipou, foi pra longe, evaporou.
 Agora aqui estou eu, olhando para o espelho e me amando duas vezes mais.
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Olá, meus amores,
 Saudades de mim? Bem, eu tive um probleminha, mas agora estou de volta. E adivinha? Sim, tenho uma nova história para contar.
 Esta história aconteceu há um mês, e eu a acho tão recente que quase decidi não contá-la pra vocês.
 Espero que gostem!
 Ah, e não se esqueça de deixar seu comentário quando terminar de ler.

 1

 Eu estava olhando a chuva pela janela do meu quarto. Via aquelas grossas gotas de água descerem do céu e explodirem magnificamente no chão, e de repente começou a surgir em minha mente algumas lembranças da minha infância.
 Comecei a me lembrar de quando eu tinha 5 anos e brincava na fazenda do meu tio Arthur, e o barulho de chuva se misturava com minha lembrança, deixando tudo mais lindo e doce.
  Fechei os olhos, e então tudo ficou claro, como se tivessem acendido uma lâmpada dentro da minha cabeça. Imagens distorcidas começaram a aparecer. Elas iam se endireitando, e eu reconheci aos poucos a imagem de um homem. Ele estava sem camisa e usava uma calça apertada que comprimia suas genitálias. Ele estava sorrindo para mim.
 Dentro daquela imagem, eu estiquei os braços e o homem veio em minha direção. Me agarrou pela cintura e começou a aproximar seu rosto junto ao meu. Ele mordeu os lábios sensualmente e tacou-me um beijo.
 Então fui obrigado a abrir os olhos.
 As imagens sumiram. A chuva parou de cair. Um silêncio estranho reinou no meu quarto.
 Olhei ao redor e só havia um quarto vazio e sem graça.
 __ Puxa vida - eu disse, e suspirei.
 Deitei-me na minha cama, e minha mão foi mais forte do que eu. Ela foi direto para dentro de minha calça, e então eu me vi tirando meu pau pra fora e comecei a me masturbar.
 Fechei os olhos enquanto minha mão subia e descia no meu pau, num ritmo lento e prazeroso.
 Segurei a cabeça do meu pau e a esfreguei com a ponta dos dedos, fazendo com que um arrepio subisse até minha garganta.
 Continuei esfregando a cabeça, e então lentamente desci as mãos até as bolas. Massageei-as bem, fazendo movimento de cima-baixo-cima-baixo.
 Então coloquei as mãos na minha bunda e fui botando um dedo dentro de meu ânus.
 Enfiei-o até o limite, e soltei um gemido de prazer.